Como Josef Fritzl criou seu regime do terror
Por 24 anos, Josef Fritzl levou uma vida dupla: na superfície, ele fazia o papel do homem de família honrado, enquanto no porão ele aprisionava e estuprava sua filha. Detalhes estão surgindo lentamente de como ele planejou este crime brutal
Jürgen Dahlkamp, Marion Kraske, Juliane Von Mittelstaedt, Sven Röbel, Mathieu Von Rohr
Em um dos dias mais felizes de sua vida, a pequena Lisa estava deitada em uma caixa de papelão diante da porta de uma casa em Amstetten, na Baixa Áustria. Ela pesava apenas 5,5 quilos e tinha 61 centímetros. A única outra coisa na caixa era uma carta. Não havia envelope e nem endereço do remetente, apenas a assinatura de "Elisabeth", uma filha que tinha desaparecido. "Queridos pais", ela escreveu com sua letra de mão delicada, feminina, "estou deixando com vocês minha pequena filha Lisa. Cuidem bem da minha menininha."
Era 19 de maio de 1993, e foi o dia mais feliz na vida da pequena Lisa Fritzl porque era a primeira vez que ela via a luz do dia. Ela tinha nascido quase nove meses antes.
A única luz que tinha visto desde o nascimento era a luz de um mundo subterrâneo, a luz fria, imutável e artificial de um porão. Era a única luz que sua mãe, Elisabeth, viu nos anos que antecederam o nascimento de Lisa, os anos em que o pai dela a manteve trancada naquele porão. Também foi a única luz que o irmão de Lisa, Michael, veria. Ele morreu no porão poucos dias após seu nascimento.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
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