O que pensamos é menos do que sabemos; o que sabemos é menos do que amamos; o que amamos é menos do que existe; e nesta concreta extenção, somos muito menos do que somos!
(R. D. Laing)
domingo, 15 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Crepuscular
Crepuscular
A incerteza cai com a tarde
no limite da praia. Um pássaro
apanhou-a, como se fosse
um peixe, e sobrevoa as dunas
levando-a no bico. O
seu desenho é nítido, sem
as sombras da dúvida ou
as manchas indecisas da
angústia. Termina com a
interrogação, os traços do fim,
o recorte branco de ondas
na maré baixa. Subo a estrofe
até apanhar esse pássaro
com o verso, prendo-o à frase,
para que as suas asas deixem
de bater e o bico se abra. Então,
a incerteza cai-me na página, e
arrasta-se pelo poema, até
me escorrer pelos dedos para
dentro da própria alma.
| Nuno Júdice |
A incerteza cai com a tarde
no limite da praia. Um pássaro
apanhou-a, como se fosse
um peixe, e sobrevoa as dunas
levando-a no bico. O
seu desenho é nítido, sem
as sombras da dúvida ou
as manchas indecisas da
angústia. Termina com a
interrogação, os traços do fim,
o recorte branco de ondas
na maré baixa. Subo a estrofe
até apanhar esse pássaro
com o verso, prendo-o à frase,
para que as suas asas deixem
de bater e o bico se abra. Então,
a incerteza cai-me na página, e
arrasta-se pelo poema, até
me escorrer pelos dedos para
dentro da própria alma.
| Nuno Júdice |
Historia da porcelana parte 1
A porcelana é conhecida na China pelo nome de yao e sua origem é remota; embora as peças mais antigas de que temos noticia correspondam ao século VI d.C., e é provável que ela date do quarto milênio antes de Cristo.
O equivalente europeu ao yao, portanto a autêntica porcelana, é a denominada “massa dura”, composta por uma substância argilosa chamada caulim, por outra substância feldspática conhecida como péntusé, bem como por quartzo e alabastro. Todas estas substâncias devem ser pulverizadas e misturadas com água para formar uma papa densa e leitosa que, ao ser levada ao forno e submetida à temperaturas que oscilam entre 1.250 °C e 1.350 °C, transforma-se em uma massa vítrea, dura, densa, branca , impermeável e translúcida que ressoa ao ser tocada; ou seja, naquilo que conhecemos como porcelana.
Embora desde os primeiros anos do século XX se usasse um torno elétrico para trabalhar a massa já vitrificada de figuras de porcelana, as peças eram normalmente feitas com moldes. Neste método, a massa ainda fria de porcelana é derramada em um molde, em geral de gesso, de maneira que adira às faces interiores do mesmo. Feito isto, deixa-se secar durante algum tempo ao relento ou em lugar adequado, para que o gesso do molde absorva parte da umidade da massa.
Separada do molde, a peça é levada ao forno e submetida, durante doze ou quatorze horas, a uma temperatura entre 500 °C e 900 °C. Durante este tempo, ocorre um processo de secagem, que deve ser feito com grande cuidado para evitar que a massa se quebre. Nele, a umidade e a porosidade da massa diminuem enquanto aumenta sua coesão.
Depois deste primeiro processo é feita a impermeabilização ou vitrificação da peça, que consiste em cobri-la com um esmalte ou verniz, em cujos elementos – os mesmo da cerâmica tradicional – também encontra-se o quartzo, responsável por sua característica translucidez. Feito isto, a peça é novamente levada ao forno, permanecendo desta vez cerca de vinte e quatro horas a uma temperatura entre 1.400 °C e 1.500 °C.
O equivalente europeu ao yao, portanto a autêntica porcelana, é a denominada “massa dura”, composta por uma substância argilosa chamada caulim, por outra substância feldspática conhecida como péntusé, bem como por quartzo e alabastro. Todas estas substâncias devem ser pulverizadas e misturadas com água para formar uma papa densa e leitosa que, ao ser levada ao forno e submetida à temperaturas que oscilam entre 1.250 °C e 1.350 °C, transforma-se em uma massa vítrea, dura, densa, branca , impermeável e translúcida que ressoa ao ser tocada; ou seja, naquilo que conhecemos como porcelana.
Embora desde os primeiros anos do século XX se usasse um torno elétrico para trabalhar a massa já vitrificada de figuras de porcelana, as peças eram normalmente feitas com moldes. Neste método, a massa ainda fria de porcelana é derramada em um molde, em geral de gesso, de maneira que adira às faces interiores do mesmo. Feito isto, deixa-se secar durante algum tempo ao relento ou em lugar adequado, para que o gesso do molde absorva parte da umidade da massa.
Separada do molde, a peça é levada ao forno e submetida, durante doze ou quatorze horas, a uma temperatura entre 500 °C e 900 °C. Durante este tempo, ocorre um processo de secagem, que deve ser feito com grande cuidado para evitar que a massa se quebre. Nele, a umidade e a porosidade da massa diminuem enquanto aumenta sua coesão.
Depois deste primeiro processo é feita a impermeabilização ou vitrificação da peça, que consiste em cobri-la com um esmalte ou verniz, em cujos elementos – os mesmo da cerâmica tradicional – também encontra-se o quartzo, responsável por sua característica translucidez. Feito isto, a peça é novamente levada ao forno, permanecendo desta vez cerca de vinte e quatro horas a uma temperatura entre 1.400 °C e 1.500 °C.
Historia da porcelana parte 2
Na China, o processo de secagem e de impermeabilização eram feitos ao mesmo tempo , de forma que o esmalte era aplicado diretamente na massa crua, antes desta ir ao forno. Por este motivo, além das faces das peças da porcelana chinesa serem mais finas, mais duras e mais translúcidas, não se distingue o esmalte da massa. Já nas porcelanas européias, podia-se distinguir as camadas de esmalte das camadas de massa, mais porosas; e, em geral, as peças eram mais pesadas e menos translúcidas que as orientais.
Caulim e pétunsé
O caulim, conhecido na China desde o século VI, foi durante séculos o segredo da porcelana. Seu nome provém do chinês kaoling (crista alta) e era desconhecido na Europa até o começo do século XVIII.
Quimicamente, o caulim é um silicato de alumínio hidratado obtido pela decomposição de outros silicatos, especialmente do feldspato, presente no granito. Trata-se da mais branca argila conhecida e é o principal ingrediente da massa dura, da qual representa quarenta ou cinqüenta por cento da totalidade. Sua característica mais importante é a elasticidade, que impede que o objeto se deforme ou se quebre durante a cocção.
O caulim passou a ser conhecida na Europa graças a François Xavier d”Entrecolles, um missionário jesuíta francês que, em 1712 trouxe as primeiras amostras oriundas da China. Poucos anos antes, entretanto, havia sido descoberta uma jazida deste material, que seria posteriormente usado por Meissen e, mais tarde, descobriu-se outra jazida em Passau, cujo caulim seria usado pelas fábricas de Viena e Ludwigsburg.
O pétunsé é o segundo ingrediente básico da porcelana. Trata-se de um feldspato de potássio e alumínio, vitrificante e fusível, cuja tarefa na massa de porcelana é conseguir que o caulim se funda. Descoberto na China, o pétunsé (palavra francesa derivada do chinês pé-tun-tzé, que significa pequenos tijolos brancos), tem este nome porque os artistas o recebiam ena forma de pequenos ladrilhos formados pela pedra pulverizada. Na Europa, sua utilidade foi descoberta por Bottger, que trabalhava em Meissen.
Caulim e pétunsé
O caulim, conhecido na China desde o século VI, foi durante séculos o segredo da porcelana. Seu nome provém do chinês kaoling (crista alta) e era desconhecido na Europa até o começo do século XVIII.
Quimicamente, o caulim é um silicato de alumínio hidratado obtido pela decomposição de outros silicatos, especialmente do feldspato, presente no granito. Trata-se da mais branca argila conhecida e é o principal ingrediente da massa dura, da qual representa quarenta ou cinqüenta por cento da totalidade. Sua característica mais importante é a elasticidade, que impede que o objeto se deforme ou se quebre durante a cocção.
O caulim passou a ser conhecida na Europa graças a François Xavier d”Entrecolles, um missionário jesuíta francês que, em 1712 trouxe as primeiras amostras oriundas da China. Poucos anos antes, entretanto, havia sido descoberta uma jazida deste material, que seria posteriormente usado por Meissen e, mais tarde, descobriu-se outra jazida em Passau, cujo caulim seria usado pelas fábricas de Viena e Ludwigsburg.
O pétunsé é o segundo ingrediente básico da porcelana. Trata-se de um feldspato de potássio e alumínio, vitrificante e fusível, cuja tarefa na massa de porcelana é conseguir que o caulim se funda. Descoberto na China, o pétunsé (palavra francesa derivada do chinês pé-tun-tzé, que significa pequenos tijolos brancos), tem este nome porque os artistas o recebiam ena forma de pequenos ladrilhos formados pela pedra pulverizada. Na Europa, sua utilidade foi descoberta por Bottger, que trabalhava em Meissen.
Historia da porcelana parte 3
As primeiras peças de porcelana que chagaram à Europa causaram assombro devido, fundamentalmente , a duas propriedades inexistentes na cerâmica até então conhecida: a translucidez e o som por ela produzido ao serem tocadas. Isto fez que ambas características se associassem ao termo “porcelana”, de modo que posteriormente, qualquer material cerâmico que possuísse uma ou ambas características era erroneamente qualificado como porcelana. O mesmo acontece, por exemplo, com a chamada massa mole e com o grés.
A massa mole, foi fabricada pela primeira vez em Florença, por volta de 1575 e com ela foram produzidas as porcelanas conhecidas como Porcelana dos Médicis. Fazem parte de sua composição pós de vidro, alabastro, cal, mármore, esteatita e outros tipos de argilas locais que determinam e diferenciam os vários centros produtores. Assim, em Capodimonte usava-se terra de Frascaldo; em Mennecy, a chamada massa de Barbin e, nas fábricas inglesas, cinzas de ossos queimados que dão à massa um característico tom acinzentado. Porém, estes elementos sempre se fundem a uma temperatura máxima de 1.100 oC e a impermeabilização da peça é feita por uma camada de vernizes de chumbo que nunca se misturam com a massa. As cores empregadas na decoração devem ser frias e o azul deve ser sempre celeste. O grés surgiu pela primeira vez na China durante a dinastia Shang (século VI d.C.) e sua semelhança com a porcelana é tão grande que, assim como ela, também é chamado de yao.. Na Europa, o grés foi descoberto de modo acidental, sem se conhecer a sua existência na China, no século XII, na região da Renania e, a partir do século XIV, passou a ser fabricado em quase toda a Europa Central e Inglaterra. Na verdade, a primeira porcelana feita em Meissen, no século XVIII era grés, pois sua massa fora submetida a uma temperatura mais baixa que a necessária para a fabricação da autêntica porcelana.
Diferente da porcelana, o grés não é branco, mas apresenta tonalidades cinzas ou avermelhadas e , além disso, tampouco é translúcido ou poroso. Sua massa é feita com feldspato e argila e é queimada a uma temperatura de cerca de 1200°C, suficiente para vitrificar a pedra mas não a argila. Para impermeabilizar a peça é necessário cobri-la com um verniz feldspático
A massa mole, foi fabricada pela primeira vez em Florença, por volta de 1575 e com ela foram produzidas as porcelanas conhecidas como Porcelana dos Médicis. Fazem parte de sua composição pós de vidro, alabastro, cal, mármore, esteatita e outros tipos de argilas locais que determinam e diferenciam os vários centros produtores. Assim, em Capodimonte usava-se terra de Frascaldo; em Mennecy, a chamada massa de Barbin e, nas fábricas inglesas, cinzas de ossos queimados que dão à massa um característico tom acinzentado. Porém, estes elementos sempre se fundem a uma temperatura máxima de 1.100 oC e a impermeabilização da peça é feita por uma camada de vernizes de chumbo que nunca se misturam com a massa. As cores empregadas na decoração devem ser frias e o azul deve ser sempre celeste. O grés surgiu pela primeira vez na China durante a dinastia Shang (século VI d.C.) e sua semelhança com a porcelana é tão grande que, assim como ela, também é chamado de yao.. Na Europa, o grés foi descoberto de modo acidental, sem se conhecer a sua existência na China, no século XII, na região da Renania e, a partir do século XIV, passou a ser fabricado em quase toda a Europa Central e Inglaterra. Na verdade, a primeira porcelana feita em Meissen, no século XVIII era grés, pois sua massa fora submetida a uma temperatura mais baixa que a necessária para a fabricação da autêntica porcelana.
Diferente da porcelana, o grés não é branco, mas apresenta tonalidades cinzas ou avermelhadas e , além disso, tampouco é translúcido ou poroso. Sua massa é feita com feldspato e argila e é queimada a uma temperatura de cerca de 1200°C, suficiente para vitrificar a pedra mas não a argila. Para impermeabilizar a peça é necessário cobri-la com um verniz feldspático
Historia da porcelana parte 4
Além das tradicionais sedas e das especiarias bastante apreciadas, as caravanas traziam da China uns objetos que logo foram muito cobiçados pelas classes européias mais poderosas. Tratava-se fundamentalmente de vasos e outros recipientes que possuiam um extraordinário brilho e eram adornados com desenhos pintados em cores luminosas. Ainda que, evidentemente, em quase toda a Europa se fizesse há tempos vasos e figuras de cerâmica de formas similares que, na época, já possuíam uma grande beleza, apreciava-se a grande diferença entre aqueles e os que agora vinham do Oriente.
A particularidade residia no fato de que os vasos chineses eram feitos com um material desconhecido até então na Europa, ao qual os italianos denominaram porcellana que, apesar de também se tratar de uma massa cerâmica, era de uma leveza maior do que qualquer uma das conhecidas até então no Velho Continente, tanto que acabava sendo quase translúcida. Era também extremamente frágil, apesar de ser bastante dura, e tinham conseguido, por métodos totalmente ignorados até então, dar-lhe um intenso brilho e adorná-la com figuras de cores realmente extraordinárias. Por todos estes motivos, os vasos e as figuras de porcelana procedentes da China se converteram em pouco tempo em objetos quase tão cobiçados pela nobreza quanto o ouro.
Ainda que as porcelanas orientais que chegaram à Europa no século XIV em geral pertencessem ao período da dinastia Yuan (1297-1368), a arte de fabricar este tipo particular de cerâmica na China remontava à dinastia Täng (618-907), período em que apareceram os primeiros ateliês dedicados à porcelana para os palácios imperiais. As técnicas aí utilizadas constituíram segredo sigilosamente guardado durante séculos e, para preservá-lo, os operários trabalhavam em um sistema de escravidão em que a revelação, ainda que apenas parcial, de alguma das técnicas utilizadas era castigada com a morte.
Isto explica, por exemplo, o fato de o segredo da porcelana não só se estender aos longínquos países europeus, mas tampouco às regiões mais próximas. De fato, as primeiras fábricas de porcelana não apareceram na Coréia antes do século XIII; no reino de Annan (atual Vietnã), fizeram-no depois do século XIV e as primeiras porcelanas japonesas remontam unicamente ao século XVII. No entanto, os príncipes europeus tinham se empenhado em conhecer os segredos de tão atraente mistério e, com tal fim, atribuíram imediatamente a tarefa aos seus mais afamados ceramistas
A particularidade residia no fato de que os vasos chineses eram feitos com um material desconhecido até então na Europa, ao qual os italianos denominaram porcellana que, apesar de também se tratar de uma massa cerâmica, era de uma leveza maior do que qualquer uma das conhecidas até então no Velho Continente, tanto que acabava sendo quase translúcida. Era também extremamente frágil, apesar de ser bastante dura, e tinham conseguido, por métodos totalmente ignorados até então, dar-lhe um intenso brilho e adorná-la com figuras de cores realmente extraordinárias. Por todos estes motivos, os vasos e as figuras de porcelana procedentes da China se converteram em pouco tempo em objetos quase tão cobiçados pela nobreza quanto o ouro.
Ainda que as porcelanas orientais que chegaram à Europa no século XIV em geral pertencessem ao período da dinastia Yuan (1297-1368), a arte de fabricar este tipo particular de cerâmica na China remontava à dinastia Täng (618-907), período em que apareceram os primeiros ateliês dedicados à porcelana para os palácios imperiais. As técnicas aí utilizadas constituíram segredo sigilosamente guardado durante séculos e, para preservá-lo, os operários trabalhavam em um sistema de escravidão em que a revelação, ainda que apenas parcial, de alguma das técnicas utilizadas era castigada com a morte.
Isto explica, por exemplo, o fato de o segredo da porcelana não só se estender aos longínquos países europeus, mas tampouco às regiões mais próximas. De fato, as primeiras fábricas de porcelana não apareceram na Coréia antes do século XIII; no reino de Annan (atual Vietnã), fizeram-no depois do século XIV e as primeiras porcelanas japonesas remontam unicamente ao século XVII. No entanto, os príncipes europeus tinham se empenhado em conhecer os segredos de tão atraente mistério e, com tal fim, atribuíram imediatamente a tarefa aos seus mais afamados ceramistas
terça-feira, 3 de junho de 2008
Prata Inglesa
PRATA INGLESA: NASCE O LEÃO
As civilizações antigas - assírios, egípcios e persas -, assim como os gregos e romanos, conheceram, usaram e se admiraram com a beleza da prata. O ouro sempre teve mais valor, significando mais poder e riqueza, mas a prata, por suas propriedades, sempre ofereceu maior campo à imaginação criadora dos artesões. São inúmeras e belíssimas as peças que chegaram até nós, de várias partes do mundo, de vários estilos e períodos. Em seu estado natural, pura, a prata não pode ser trabalhada, é macia demais. Depois de diversas tentativas, o cobre mostrou ser a melhor mistura, numa proporção – considerada ideal – de .925 partes de prata e .075 de cobre.
Até o século XII as peças de prata não levavam qualquer marca. Os ingleses, numa tentativa de regulamentar o trabalho dos ourives e prateiros, através de Atos do Parlamento e Regulamentos Reais, determinaram que todos os artigos de prata deveriam ter marcas do ano, local de fabricação e o nome do fabricante. Em 1500 nascia o Leão: a prata inglesa passou a ser identificada por um "leão passeando", o que indicava, além da procedência, a certeza de que a prata era de qualidade, na proporção de 92,5%.
Em seguida, aperfeiçoando ainda mais seu sistema de identificação, os britânicos passaram a usar, também, um símbolo que determinava a cidade de origem da peça. Assim o Leopardo (com ou sem coroa) foi escolhido para Londres, a Âncora para a cidade de Birmingham, uma Harpa coroada para Dublin, escudo com armas para Chester e uma Torre para Edimburgo, etc. Depois passaram a imprimir a marca do fabricante - as iniciais ou o monograma. Para identificar o ano de fabricação, os ingleses, em vez de números (o que seria mais prático), se utilizaram das letras do alfabeto romano. Isso complicou porque, esgotada a reserva alfabética, começaram tudo de novo, modificando o tipo de letra ou o formato do campo. Por isso encontram-se letras góticas, bodonis, maiúsculas, minúsculas e por aí vai. Para uma melhor identificação só consultando catálogos.
Para um melhor entendimento, o contraste da prata inglesa traz primeiro o Leão passeando (origem inglesa), depois a marca da cidade (Leopardo, torre, etc), em seguida uma letra (identificando o ano), a cabeça de uma mulher em perfil (indica que a peça pagou imposto) e finalmente as iniciais do fabricante, que também podem vir antes do Leào.
Conhecida desde a antiguidade, a prata só começou a receber regularmente aquelas minúsculas marcas que a identificam (contraste), a partir de 1500, quando os ingleses criaram o "leão passeando" para identificar a peça fabricada no país. Para o leigo, essas marcas não têm valor, mas uma pequena variação nelas pode aumentar consideravelmente o preço de uma peça. Começando com a prata inglesa, A Relíquia publica a partir desta edição uma série de artigos sobre a prata. Leia na página ...
1 – Iniciais do fabricante. 2- Leão passeando (origem inglesa). 3- Leopardo (feita em Londres). 4- Um "D" (indica a data de 1879) e 5- uma cabeça feminina de perfil (mostra que pagou imposto).
As civilizações antigas - assírios, egípcios e persas -, assim como os gregos e romanos, conheceram, usaram e se admiraram com a beleza da prata. O ouro sempre teve mais valor, significando mais poder e riqueza, mas a prata, por suas propriedades, sempre ofereceu maior campo à imaginação criadora dos artesões. São inúmeras e belíssimas as peças que chegaram até nós, de várias partes do mundo, de vários estilos e períodos. Em seu estado natural, pura, a prata não pode ser trabalhada, é macia demais. Depois de diversas tentativas, o cobre mostrou ser a melhor mistura, numa proporção – considerada ideal – de .925 partes de prata e .075 de cobre.
Até o século XII as peças de prata não levavam qualquer marca. Os ingleses, numa tentativa de regulamentar o trabalho dos ourives e prateiros, através de Atos do Parlamento e Regulamentos Reais, determinaram que todos os artigos de prata deveriam ter marcas do ano, local de fabricação e o nome do fabricante. Em 1500 nascia o Leão: a prata inglesa passou a ser identificada por um "leão passeando", o que indicava, além da procedência, a certeza de que a prata era de qualidade, na proporção de 92,5%.
Em seguida, aperfeiçoando ainda mais seu sistema de identificação, os britânicos passaram a usar, também, um símbolo que determinava a cidade de origem da peça. Assim o Leopardo (com ou sem coroa) foi escolhido para Londres, a Âncora para a cidade de Birmingham, uma Harpa coroada para Dublin, escudo com armas para Chester e uma Torre para Edimburgo, etc. Depois passaram a imprimir a marca do fabricante - as iniciais ou o monograma. Para identificar o ano de fabricação, os ingleses, em vez de números (o que seria mais prático), se utilizaram das letras do alfabeto romano. Isso complicou porque, esgotada a reserva alfabética, começaram tudo de novo, modificando o tipo de letra ou o formato do campo. Por isso encontram-se letras góticas, bodonis, maiúsculas, minúsculas e por aí vai. Para uma melhor identificação só consultando catálogos.
Para um melhor entendimento, o contraste da prata inglesa traz primeiro o Leão passeando (origem inglesa), depois a marca da cidade (Leopardo, torre, etc), em seguida uma letra (identificando o ano), a cabeça de uma mulher em perfil (indica que a peça pagou imposto) e finalmente as iniciais do fabricante, que também podem vir antes do Leào.
Conhecida desde a antiguidade, a prata só começou a receber regularmente aquelas minúsculas marcas que a identificam (contraste), a partir de 1500, quando os ingleses criaram o "leão passeando" para identificar a peça fabricada no país. Para o leigo, essas marcas não têm valor, mas uma pequena variação nelas pode aumentar consideravelmente o preço de uma peça. Começando com a prata inglesa, A Relíquia publica a partir desta edição uma série de artigos sobre a prata. Leia na página ...
1 – Iniciais do fabricante. 2- Leão passeando (origem inglesa). 3- Leopardo (feita em Londres). 4- Um "D" (indica a data de 1879) e 5- uma cabeça feminina de perfil (mostra que pagou imposto).
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