domingo, 8 de fevereiro de 2009

ALCIDES SANTOS

ALCIDES SANTOS

1945 – Nasce no Recife, Pernambuco.

1969 – Começa a pintar, sob o estimulo do artista Antônio Cavalcanti, que o inicia na utilização das tintas a óleo.

1971 – Realiza exposição individual na Galeria do Rosário, Recife.

1972 – Tem trabalhos incluídos na mostra “O Espirito Criador do Povo Brasileiro”, Palácio do Itamaraty, Brasília.

Consegue o terceiro prêmio do Salão dos Novos do Museu de Arte Contemporânea de Olinda.

Participa da exposição “Arte Brasil Hoje/50 anos depois”, Collectio, São Paulo.

1973 – Participa da coletiva “Franciscana” na Galeria Ranulpho, Recife.

Expõe no ateliê de Augusto Rodrigues, no Largo do Boticário, Rio, em exposição organizada pela Galeria Ranulpho do Recife.

1974 – Participa de exposição “4 Artistas de Pernambuco” em Brasília juntamente com Brennand, Virgolino e Francisco Neves.

A Câmara Federal de Brasília adquire um óleo de sua autoria representando um São Francisco.

Prêmio de Viagem ao Peru no I Salão de Arte Global de Pernambuco.

Participa da mostra Arte Contemporânea Brasil/Senegal no MAM do Rio

1975 – Prêmio Sesquicentenário do diário de Pernambuco no II Salão de Arte Global de Pernambuco.

1976 – Participa do Salão Nacional, Rio.

Individual na Galeria Ipanema, Rio.

Prêmio aquisição no III Salão de Artes Plásticas, promovido pela Caixa Econômica de Goiás.

1977 – Participa da exposição “Santeiros Imaginários”, Paço das Artes, São Paulo.

1978 – Participa da exposição “O Circo”, Paço das Artes, São Paulo Sala Especial na I BIENAL LATINO AMERICANA DE SÃO PAULO – MITOS E MAGIA

1979 – Individual na Ranulpho Galeria de Arte, São Paulo

O QUE DISSERAM DELE

“...A iconografia de Alcides é rica, como vibrante é o seu colorido e como erudito é o resultado de sua obra fundamentalmente popular, mas numa composição rigorosa que conhece e utiliza a perspectiva e a limpeza final absoluta...”
OLNEY KRUZE – Jornal da Tarde, S.Paulo, 10-1978

“... A sua maneira de pintar é livre e solta. O pincel circula livremente pelo espaço, inventando metáforas circulares. E as figuras se estabelecem sem a preocupação da perspectiva ou da construção. Simplesmente nascem no espaço, ocupam o suporte e a imaginação, ingênuas e fortes, declarando o seu direito à existência e o seu compromisso com a vitalidade...”
JACOB KLINTOWITZ – Revista Shalom, nº 157, S.Paulo, 9-1978.

“...Esses novos quadros lembram-me, de imediato, certas iluminuras medievais e ícones russos, ligados pela arte bizantina, caídos na pintura de Alcides Santos que, sendo do Nordeste, absorve o que de herança pode receber da Península Ibérica... Na sua realidade-imaginada, bichos e santos, folhagem e homen-árvores, símbolos fálicos e bestiário atestam a marca da região em que o fantástico é comumente encontrado a cada dia e a cada passo, Alcides Santos convivendo com ele”.
HERMILO BORBA FILHO - Hotel Nacional, 20-06-1974

“Havia alguma de acrobático e ao mesmo tempo de fluida fantasia chagalliana nos quadros de Alcides Santos. Ele era sobretudo um intuitivo capaz de recriar a realidade adicionando-lhe colheres medidas, homeopáticas até, do fantástico nordestino. Eu observei sua pintura como uma das primeiras pessoas a quem foi permitido descobrir alguma coisa especial nos quadros. Um momento de pura personalidade. Algo como a descrição de Albert Camus em que se vislumbrava um sol sonoro sobre a verde extensão dos prados. Curioso pintor, Alcides Santos, cujo comportamento de timidez não passa para suas criações. Antes, são suas pinturas que o induzem a desvendar o teorema solitário do ato tanto quanto possível puro de pintar.”
PAULO FERNANDO CRAVEIRO – Recife, 5-1979

“Rio, 30-VII-73. Meu caro Alcides Santos Que ainda não conheço e que já conheço. Vendo os slides de seus quadros, onde senti o mistério do mundo conciso tão conciso quanto a linha do horizonte no mar, quanto o desenho dos olhos de alguém que nos fita. E arte porque é vida, muita arte porque acende a vida na gente. Com um abraço de seu colega
JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA

“Alcides não pediu licença, não empurrou, não pisou ninguém e nem pediu abenção. Simplesmente chegou, mostrou e ganhou. Logo, od rnyrnfifod o toyulstsm fr ptimiyibo, populst, ingênuo, instintivo e coisas mais. Para mim, pobre desenformado, ele é, apenas, um pintor... Um pintor com seu vasto mundo. Mágico e particular. Clássico. Uma mão de artista”
WELLINGTON VIRGOLINO – Recife, 4-1979

“Entrando pelo bico do pato, saindo pela perna do pinto, seu rei mandou dizer que contasse mais cinco. Assim pinta Alcides Santos, simples, coloquial com uma imagem entrando pela outra. Isto é, se interligando com microorganismos, fazendo uma cartografia visual. Estórias do Povo. Assim seus quadros são lidos e vistos, cheios de coisas e coisinhas – fazendo um todo – o povo falando, o povo escutando, o povo vendo, o povo mostrando.”
ALDEMIR MARTINS – Recife, 4-1979

“Nós olhamos para o universo pictórico de Alcides Santos, e é como se entrássemos na representação plástica do mundo maravilhoso, sinistro, sinuoso e meio demente dos folhetos e contos populares nordestinos...”
ARIANO SUASSUNA – Catalogo Exposição no Largo do Boticário, Rio, 9-1973

Olhei pela primeira vez suas telas e vi o quanto a religiao e a simplicidade transcede em seus trabalhos.Alexandre Flaming Almeida Calado Critico de arte, Marchand ,e Antiquario

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